Como desdobramento do processo vivenciado no espetáculo “Parcours”, a equipe avançou com a pesquisa de movimentações coreográficas inspiradas na técnica urbana Parkour, mas agora tendo como foco as ruas das grandes cidades, em especial Belo Horizonte, fazendo a técnica retornar para o seu lugar de direito, seu ponto de origem.

“Parcours: Novos Olhares, Novos Percursos” teve início em janeiro de 2008, com duração de 4 meses e pesquisa teórico-prática, três oficinas de capacitação profissional, registro fotográfico e videográfico do processo de pesquisa, manutenção do blog, diário de artista, informativo on-line, entre outras ações. Seu objetivo principal é dar suporte ao trabalho dos intérpretes, através de um laboratório de pesquisa, de criação coletiva e discussões conceituais sobre a relação entre corpo e espaço, pautados pela possibilidade de intervenções urbanas como o Parkour. Nessa segunda fase retornamos às ruas, para explorar, intervir e ocupar espaços públicos da cidade.

Ações:
> Pesquisa teórica: leitura e discussão de textos que possam auxiliar na construção conceitual / ideológica de “Parcours – Novos Olhares, Novos Percursos”, que acontece em conjunto com a pesquisa prática. A leitura de textos teóricos serve de suporte para a pesquisa prática, através de discussão de temas e transposição para a cena. Temas relativos: Parkour, pós-modernidade, arte urbana, danças urbanas, arquitetura, cultura oriental etc.

> Pesquisa prática: o processo com base em improvisações coletivas e individuais, através de criação e experimentação, de acordo com premissas definidas em improvisações e jogos corporais, e exploração do espaço urbano, através da movimentação e articulação dos corpos nas ruas. A pesquisa pratica gera conteúdo, material coreográfico e idéias visuais  registradas através de escrita, vídeos e fotos.

> Ciclo de aprimoramento técnico: todo o processo de pesquisa em “Parcours – Novos Olhares, Novos Percursos” foi realizado concomitantemente ao trabalho de treinamento físico dos intérpretes-pesquisadores. O treinamento funciona em sistema de rodízio, em que semanalmente cada dupla do coletivo se articula e assume o treinamento. O rodízio capacita o grupo em diversas possibilidades de movimento, já que o grupo é formado por artistas de diferentes formações, vivencias e técnicas corporais. Essa forma de articulação colabora para a troca de competências entre os integrantes e capacita-os de maneira diversa, ampliando as possibilidades de movimentações em dança contemporânea. Entre as competências presentes no grupo estão: Break Dance, Parkour, dança contemporânea, balé clássico, ginástica olímpica, artes marciais, teatro, circo e educação física.

> Ciclo de oficinas temáticas:
Ana Paula Baltazar – “A deriva no percurso e vice-versa: corpo, espaço e aparelhos como interfaces”;
Diogo Granato – “Corpo cênico: técnicas e corpos distintos na busca de um repertório pessoal do intérprete”;
Thomas Des’ bois – “Parkour de volta `as origens: o espírito de Lisses”.